Educação financeira infantil: 7 dicas práticas de como começar!

Este conteúdo está cheio de boas dicas sobre educação financeira infantil.
Por Equipe do Banco24Horas
28/10/2020

Falar de dinheiro é uma grande dificuldade pra muita gente. E sabe qual é um dos principais motivos? A falta da educação financeira na infância. Como as pessoas vão deixando pra lá esse aprendizado, lidam da forma que podem com ela na vida adulta. Basicamente, só se preocupam com os boletos e com o quanto têm pra gastar por mês.

Agora, quando os pais colocam a educação financeira infantil como prioridade, contribuem bastante com o crescimento das crianças. No futuro, vão conseguir organizar seu controle de gastos, evitando problemas de endividamento.

Isso sem falar que os pequenos se tornam mais independentes — e essa autonomia faz muito bem pra ter qualidade de vida. Então, que tal investir nessa ideia? Dá só uma olhada nas dicas de educação financeira infantil que a gente preparou pra você!

1. Dê mesada ou dinheiro pra comprar algo

Como despertar a curiosidade dos pequenos pelo dinheiro? Deixando que lidem com isso de um jeito independente. Afinal, só falar que não dá pra comprar algo que querem, por exemplo, pode não entrar na cabeça deles.

A intenção é aprender na prática. Quando os filhos têm uma quantia semanal ou mensal, começam a entender a importância de:

  • guardar dinheiro

  • pensar bem antes de gastar sem necessidade;

  • fazer o dinheiro render até o fim da semana ou do mês.

Isso tudo é coisa que as crianças vão ouvir muito na família ao longo da vida. Com essas preocupações em mente, elas conseguem entender de um jeitinho fácil o que é poupar, comparar preços, administrar e até investir o dinheiro.

2. Entregue pequenas contas para as crianças pagarem

Precisa pagar alguma conta? Leve a criançada ao caixa eletrônico mais próximo e explique o funcionamento do processo. Fale que precisa ter a quantia suficiente na conta e que não pode deixar passar a data de vencimento, afinal, os juros são altos!

Vocês podem fazer uma planilha ou criar um quadro bem visível com as datas de pagamento de cada conta da casa. Esse é um jeito de incluir os pequenos nas responsabilidades domésticas pra que toda a família se beneficie da prática.

3. Trabalhem juntos pra manter um cofrinho

O cartão de crédito salva muita gente de apertos, mas pode ser um grande vilão das finanças. Pra começar, então, é ideal explicar aos pequenos que ele é um recurso a ser usado só nas emergências.

Antes de sair parcelando as compras e jogando os gastos para o próximo mês, ensine que é importante juntar dinheiro. Pra isso, montar um cofrinho da família é excelente!

Deixe o cofre em um lugar visível da casa e incentive que todo mundo poupe um pouquinho pra colocar ali. É como diz o ditado: de grão em grão, a galinha enche o papo!

E se você decidir dar mesada para os filhos, aí vai mais uma boa ideia: fale pra eles guardarem uma parte da quantia que ganham no cofre. Assim, podem entender melhor que vale a pena fazer um esforço coletivo pra ter dinheiro e comprar à vista.

4. Tenha cuidado com os erros da educação infantil

Não precisa ser especialista em finanças pra colocar a educação financeira infantil em prática. Mas fique de olho pra não cair nestes erros:

  • recompensar estudos e boas notas com mesada, por exemplo, porque a criança precisa entender que existem obrigações e responsabilidades que deve cumprir;

  • completar o dinheiro que faltar pra comprar algo mais caro, pois ela tem de entender que esse recurso é limitado;

  • dar exemplos negativos ao estourar o limite do cartão, não fazer uma reserva de emergência, gastar sem planejamento etc.

5. Montem um glossário do universo financeiro

Alguns termos são bem difíceis e existem aos montes, não é mesmo? Pra mente infantil, eles podem parecer assustadores — débito, juros, crédito, saque etc. Mas dá pra reverter ao levar tudo isso para o mundinho deles.

Um glossário com uma explicação breve, lúdica e didática é um bom começo. Sempre que quiserem consultar alguma palavra, os pequenos vão ter esse material que vocês fizeram juntos sobre finanças pessoais à disposição.

6. Promova brincadeiras que divertem e ensinam

Já ouviu falar em gamificação? Essa palavra pode parecer difícil, mas é bem simples. A ideia é pegar os elementos dos jogos e usar em outras situações. Personagens, participantes, equipes, pontuações, placares e por aí vai.

Uma boa dica é aproveitar esses recursos que o público infantil tanto ama pra ensinar. Aliás, as escolas têm aproveitado bastante essa ideia. Mas aqui o cenário é a casa, os personagens são vocês da família e a missão é se programar para a viagem de férias, por exemplo.

Quais são as fases pra se chegar ao prêmio? Algumas podem ser:

  • economizar dinheiro

  • apagar todas as luzes e equipamentos quando não estiver usando pra abaixar o preço da conta de luz;

  • fazer as contas de todos os gastos com a viagem, como hospedagem, combustível, passagens, comida etc.;

  • aplicar as economias em um ativo inventado pela família e fazer as contas de quanto o dinheiro vai render;

  • ganhar uma renda extra pra montar uma reserva de emergência.

No meio dessa brincadeira, aproveite pra introduzir os termos que aprenderam juntos, com o glossário. Explique tudo de um jeito que a criança consiga associar bem até mesmo aqueles conceitos difíceis, como investimentos ou juros compostos.

Sabe outra brincadeira legal pra ensinar educação financeira infantil? Supermercado! Improvise um caixa e algumas notas ou moedas pra pagar as compras. Isso é bom pra que seus filhos entendam que cada produto tem um valor. Assim, não vão mais pedir tudo quando vocês saírem pra um passeio.

7. Indique leituras específicas e lúdicas

É bom demais poder unir dois benefícios de uma vez só, não é mesmo? Dá pra fazer isso ao incentivar a leitura de alguns materiais sobre finanças específicos do público infantil. Além de adquirirem o hábito de ler, os pequenos podem aprender bastante.

Aqui a gente tem algumas sugestões de obras:

  • O pé de meia mágico (Álvaro Modernell);

  • Como se fosse dinheiro (Ruth Rocha);

  • As sementes da riqueza (Angélica Rodrigues Santos e Rogério Olegário do Carmo);

  • Dinheiro, Dinheirim — Moeda no Cofrim (Itamar Rabelo, Mauro Nogueira e Victor José Hohl);

  • Almanaque Maluquinho — Pra que dinheiro? (Ziraldo).

Se a criança ainda não sabe ler, isso não significa que ela deve ficar de fora, viu? Dá pra passar momentos bem agradáveis em família ao contar histórias e potencializar o aprendizado.

A educação financeira infantil não tem uma idade certa. Quanto antes você puder introduzir o tema na vida dos pequenos, melhor pra que eles se interessem pelo assunto. As dicas deste post são bem simples de adotar e vão fazer toda a diferença na vida adulta deles.

Quer ensinar tudo aos seus filhos, mas ainda bate uma insegurança? Calma, que a gente pode ajudar. Veja este conteúdo sobre educação financeira e saiba por onde começar!

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